segunda-feira, 4 de abril de 2016

Biografia de Geraldo Vandré é lançada na Uniso

O jornalista Vitor Nuzzi apresentou seu livro “Uma Canção Interrompida”, biografia não autorizada do cantor mais recluso da música brasileira, Geraldo Vandré, aos estudantes da Universidade de Sorocaba nessa quarta-feira, 30. O evento aconteceu no período da manhã, no auditório do bloco F do campus Cidade Universitária. Após o evento na Uniso, o autor seguiu para o Colégio Dom Aguirre, para promover a obra junto aos alunos do ensino médio. O autor fez relatos sobre o processo de escrita do livro, as descobertas a respeito da vida do artista e as dificuldades da não autorização.
“Por que ele nunca voltou? Porque ele interrompeu tão de repente uma carreira musical? Essa foi minha grande curiosidade”, diz Nuzzi a respeito dos motivos que o levaram à biografia. De acordo com ele, foram enviadas oito cartas para Vandré e nenhuma delas teve retorno. Na única ligação atendida, o cantor se demonstrou contrário ao projeto, recusando-se a falar qualquer coisa para auxiliar o jornalista.
Mesmo com a negativa, Nuzzi não desistiu, buscando outras fontes que pudessem ajudar na composição da obra, indo aos lugares onde Vandré esteve e, principalmente, nutrindo a admiração que o fez dar início ao livro. “Ele se tornou uma lenda. As pessoas escutam falar da lenda, mas não do artista. Então é importante que as pessoas conheçam o trabalho do Vandré, a importância dele para a música brasileira”.
Nuzzi abordou com os alunos um pouco da história do músico, desde seu reconhecimento como autor de Disparada, até sua ascensão, em 1968, quando participou do Festival Internacional da TV Globo com a música, que posteriormente se tornou hino dos estudantes na luta contra a ditadura, Pra não dizer que não falei das flores. Ele também contou sobre a fuga de Vandré, que teve seu nome na lista dos procurados depois de ganhar destaque no cenário brasileiro, e o retorno do artista em 1973; a retratação pública que servia de condição para permanecer no Brasil, e, por fim, sua reclusão e desaparecimento total.
A primeira edição da obra foi revisada e lançada independentemente, já que, segundo Nuzzi, muitas editoras temiam o fantasma da não autorização. Ao finalizar, enviou um dos livros ao personagem principal da história, entretanto, foi criticado pelo mesmo em entrevistas posteriores, alegando ser uma “exploração de personalidade”, como disse ao jornal O Estado de S.Paulo. 
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Texto: Giulia Vasovino, Agência JOR/Uniso

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